Domingo, 04 de Junho de 2017

atravessadouro_vi.jpg

A natureza está a fazer tudo para sarar a ferida. 

 

Vila Nova de Gaia, maio de 2017.

 

 



publicado por Paulo Moreira Lopes às 23:05
Domingo, 10 de Julho de 2016

Atravessadouro Jardim Soares dos Reis

Jardim Soares dos Reis, Vila Nova de Gaia, 15 de agosto de 2015.

 

NOTA: Este vi-o nascer. À entrada ainda há hesitações, mas depois os atravessantes acertam o passo.

*

Os jardineiros curaram a ferida aberta no jardim. Em substituição da gaze usaram rede de arame. Deu resultado.

atravessadouro_1

 

atravessadouro_2

Jardim Soares dos Reis, Vila Nova de Gaia, 11 de junho de 2016.



publicado por Paulo Moreira Lopes às 13:00
Sexta-feira, 10 de Junho de 2016

Atravessadouro_FAUP

Este é o atravessadouro do paralelo. As pessoas gostam de caminhar em paralelo. Olham-se melhor enquanto conversam. Não basta ouvir é preciso ver como o outro diz o que diz. Em fila indiana vê-se mal a conversa. Solução: mais conversa em paralelo.

 

Faculdade de Arquitetura da Universidade do Porto, 23 de março de 2016.



publicado por Paulo Moreira Lopes às 23:03

Atravessadouro Ramalha Almada_01

*

Atravessadouro  Ramalha Almada_02

 

Este atravessadouro tem uma particularidade: é bifurcado num dos lados. A explicação talvez se deva ao esforço feito na subida (quanto mais para a esquerda mais ingreme).

 

Estação da Ramalha, Almada, 2 de junho de 2016.



publicado por Paulo Moreira Lopes às 11:14
Quarta-feira, 18 de Novembro de 2015

Atravessadouro: tribunal Ponte Lima

Nem a presença do tribunal inibiu os transeuntos de criarem um atravessadouro por tão pouco desvio.

 

Tribunal judicial de Ponte de Lima, 22 de outubro de 2015.



publicado por Paulo Moreira Lopes às 22:31
Terça-feira, 02 de Junho de 2015

Atravessadouro ValongoPassagem da Rua Dr. João Alves do Vale para a Travessa da mesma rua, Valongo, 31 de maio de 2015.



publicado por Paulo Moreira Lopes às 12:48
Domingo, 24 de Maio de 2015

Atravessadouro_marco_canaveses

Parque infantil, Marco de Canaveses, 24 de maio de 2015.



publicado por Paulo Moreira Lopes às 23:12

Atravessadouro: ponte pedonal Mondego - Coimbra

Ponte pedonal sobre o rio Mondego, Coimbra, 28 de março de 2015.



publicado por Paulo Moreira Lopes às 22:42
Domingo, 01 de Fevereiro de 2015

Biblioteca Almeida Garrett

O tempo era de chuva e o guarda-chuva tinha ficado em casa. Não tive outra alternativa. Fui sempre a correr atrás dos outros. Quando me apercebi já estava no meio do atravessadouro. De novo uma sensação de culpa. Atenuante: não tinha guarda-chuva.

 

Atravessadouro entre a entrada dos jardins do Palácio de Cristal e a Biblioteca Municipal Almeida Garrett, 1 de fevereiro de 2015.

 

§

  

   

 

Não sei desde quando, talvez desde sempre, que tenho aversão aos atravessadouros. São como uma infração ou irregularidade que não devo cometer, nem permitir que se materializem em meu redor. Na infância e adolescência, quando ia com os meus amigos passear nos campos e montes de Valongo, S. Martinho do Campo ou Rebordosa, e tínhamos que passar pelos carreiros ficava com receio de ser surpreendido pelos proprietários. Caminhava com um olho no trilho e outro nas redondezas. Tinha a consciência de que estava a ir por maus caminhos, de que não devia ir por ali, de que, em alternativa, devia seguir pelas ruas, estradas, estradões ou caminhos vicinais públicos.

 

Já em adulto a sensação repete-se. Se tenho de atravessar uma rua e está por perto uma passadeira sinto-me forçado a atravessar sobre ela e se não o faço sinto-me mal. Se tenho de contornar um jardim e vejo um atalho, raramente sigo por este e se o faço fico envergonhado.

 

Nunca tive explicação para esta atitude auto repressiva e que acaba por ser a aplicação prática do ditado popular: quem vai por atalhos mete-se em trabalhos.

 

Será uma herança normativa e social?

 

Tendo a pensar que sim, pois a alteração legislativa que aboliu os atravessadouros entrou em vigor no ano em que nasci[1]. Não sendo aquela uma resposta incontestável é, pelo menos, uma referência conjuntural que não posso renegar.

 

Vila Nova de Gaia, 24 de maio de 2013.



[1] Os atravessadouros foram abolidos em 1967, mais propriamente com a entrada em vigor do Código Civil, cujo artigo 1383.º determinou: consideram-se abolidos os atravessadouros, por mais antigos que sejam, desde que não se mostrem estabelecidos em proveito de prédios determinados, constituindo servidões.



publicado por Paulo Moreira Lopes às 23:25
São factos do quotidiano, aparentemente sem qualquer importância, aos quais o autor dá a relevância do absoluto, do todo. É a sua obra-prima, sem prejuízo de outro entendimento.
mais sobre mim
Setembro 2017
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2

3
4
5
6
7
8
9

10
11
12
13
14
16

17
18
19
20
21
22
23

24
25
26
27
28
29
30


Histórias mal contadas (Pré-publicação)
pesquisar neste blog
 
blogs SAPO
Visitantes