Sábado, 25 de Março de 2017

chema_madoz_sapatos_B25.jpg

(Chema Madoz)

 

- Foste buscar o Pedro?

- Ao passar na rua vi-o e trouxe-o.

- E se não o visses, esperavas por ele?

- Claro!

- Então foste buscá-lo?

- Eh!

 

Confissões maternais. Sem comentários.

 

Vila Nova de Gaia, 23 de março de 2017.



publicado por Paulo Moreira Lopes às 19:39
Sexta-feira, 18 de Novembro de 2016

chema_madoz-relógio

 (Chema Madoz)

 

11:00 – Paulo, eu estou… e depois… a seguir…

11:03 – Ok! Ok!

13:00 - Então sempre vens?

13:01 – Não! Às 11:00h eu tinha-te dito que estava… e depois… a seguir…

13:04 – Ok! Ok!

 

Em vez de ir direta ao assunto relata em pormenor as etapas da manhã. No fim da conversa a safa é anuir. Depois... confirma-se a dúvida escondida no Ok. É um desafio em que nenhum dos dois se desmancha. Ok!

 

Vila Nova de Gaia, 17 de novembro de 2016.



publicado por Paulo Moreira Lopes às 22:50
Terça-feira, 04 de Outubro de 2016

chema_madoz_estrada

 (Chema Madoz)

 

- Correu-te bem a tarde?

- Sim. Fui ver uma depressão na estrada.

- A sério? Não sabia que as depressões tinham chegado às estradas.

 

Ela tem razão. As depressões também chegaram às estradas.

 

Vila Nova de Gaia, 28 de setembro de 2016.



publicado por Paulo Moreira Lopes às 22:39
Domingo, 02 de Outubro de 2016

chave de estrela

- Quem era?

- Perguntaram se era da Oficina Chave Estrela.

 

Agora já somos donos de uma oficina. Estamos a diversificar as áreas de negócio.

 

Vila Nova de Gaia, 25 de agosto de 2016.

 



publicado por Paulo Moreira Lopes às 13:13
Quinta-feira, 25 de Agosto de 2016

casal_muita_rodagem

- Estrela, já viste este casal?!

- É um casal com muita rodagem!

 

Os nossos diálogos estão cada vez mais metafóricos.

 

Santiago de Compostela, Centro Galego de Arte Contemporânea, 18 de agosto de 2016.



publicado por Paulo Moreira Lopes às 12:34
Quarta-feira, 13 de Janeiro de 2016

- Paulo, ajudas-me a fechar a máquina de lavar a louça?

- Outra vez fora dos carretos?! Tens que ter mais cuidado a empurrar os suportes.

- Nunca me entendi com esta máquina!

 

É sempre assim. A máquina, convenhamos, já tem uma certa idade, por isso, é normal que tenha alguma dificuldade em cumprir certas tarefas. Temos de ser tolerantes antes que se passe, definitivamente, dos carretos, a máquina, claro!

 

Vila Nova de Gaia, 14 de dezembro de 2013.

 

*

 

Aproveitei uma promoção e comprei uma máquina nova. Agora só ouço elogios à máquina. Já não precisa de mim e encurtaram-se os nossos diálogos conjugais.

 

Vila Nova de Gaia, 13 de janeiro de 2016.

 

 



publicado por Paulo Moreira Lopes às 19:01
Domingo, 27 de Dezembro de 2015

- Traz o meu telemóvel. Estrela. (sms de um número ???)

 

Consegui com que ela se esquecesse do telemóvel (coisa rara!). Bastou ser simpático e guardar-lhe o telemóvel junto ao meu. Resultado: nunca mais fui simpático por lhe guardar o telemóvel.

  

Vila Nova de Gaia, 19 de dezembro de 2015.



publicado por Paulo Moreira Lopes às 17:51
Domingo, 14 de Junho de 2015

- Paulo, cortas-me uma fatia de queijo?

- Outra vez?!

 

Às vezes corto o queijo em fatias grossas. Ela apanha-as logo para as comer. Sabe-lhe bem. Diz que assim (por terem sido cortadas por mim) não sente culpa nenhuma em come-las. Acha que é um desperdício cortá-las grossas. Resultado: ela fica com o queijo e eu com a culpa.

 

Vila Nova de Gaia, 14 de junho de 2015.



publicado por Paulo Moreira Lopes às 15:07
Sábado, 27 de Dezembro de 2014

- Estou tão confusa! Já não sei o que faço.

- Fazes bem: faz só o que sabes fazer. Esquece o que não sabes o que fazes.

 

É o que faz querer fazer muitas coisas ao mesmo tempo. Eu, ao menos, como só faço uma tarefa de cada vez, sei o que faço.

 

Vila Nova de Gaia, 24 de dezembro de 2014.



publicado por Paulo Moreira Lopes às 00:30
Segunda-feira, 08 de Dezembro de 2014

- Contaram-me que… - e no final desabafou. - Ele não estava nele!

- Então estava onde?

 

Até hoje ainda não me respondeu. Não admira, tem um fraco sentido de orientação.

 

Vila Nova de Gaia, 08 de dezembro de 2014.

 



publicado por Paulo Moreira Lopes às 10:26
São factos do quotidiano, aparentemente sem qualquer importância, aos quais o autor dá a relevância do absoluto, do todo. É a sua obra-prima, sem prejuízo de outro entendimento.
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