Segunda-feira, 26 de Outubro de 2015

Inês Botelho

INÊS Botelho começou por ser o passado que será em Santa Marinha, uma freguesia entalada entre Mafamude e S. Pedro da Afurada, do concelho de Vila Nova de Gaia. E ali continua, no presente, enquanto escritora, mas com frequentes incursões pela não-ficção, a construir o passado que será. Neste passado há de estar obviamente uma certa cultura nortenha que lhe moldou, e ainda molda, parte do imaginário, ao ponto da própria cidade do Porto se ter convertido em personagem numa das suas obras. Eis aqui e agora um prelúdio do seu futuro passado.



publicado por Paulo Moreira Lopes às 21:32
Domingo, 11 de Outubro de 2015

Abi Feijó

QUANDO se pensa em Abi Feijó pensa-se em Cinema de Animação. Quando se pensa em Cinema de Animação portuguesa pensa-se em Abi Feijó. São uma e a mesma coisa[1]. No que diz respeito à sua obra, Abi nunca cedeu ao facilitismo (talvez até exagere no perfeccionismo), privilegiou sempre o filme de autor e uma abordagem artesanal do Cinema de Animação. Como fonte de inspiração dos seus trabalhos (muito premiados, aliás), além das vivências pessoais, serve-se também da nossa cultura. Vive atualmente em Lousada, onde pretende instalar o Museu da Imagem Animada.



publicado por Paulo Moreira Lopes às 06:59
Domingo, 04 de Outubro de 2015

Rui Azevedo Ribeiro

PRIMEIRO tivemos a geração dos Maneis e das Marias, depois a dos Paulos e antes que chegasse a das Inêses e dos Joões, surgiram os filhos da Ruindade. Eles são Ruis que nunca mais acabam e cada um mais diferente do que o outro. De entre os nativos desta última criação temos Rui Azevedo Ribeiro (usa dois apelidos para se distinguir dos restantes), natural da República Federal da Alemanha, vive agora a conselho no Porto, tornou-se catedrático na Diversidade e diz que o seu trabalho, as mais das vezes tridimensional, não é nenhuma região autónoma de si próprio.



publicado por Paulo Moreira Lopes às 23:52
Domingo, 20 de Setembro de 2015

Renata Carneiro

RENATA Carneiro tem domicílio civil em S. Mamede Infesta, Matosinhos, mas continua a fazer vida no Porto, de onde não se consegue libertar depois dali ter nascido (St.º Ildefonso) e crescido enquanto pessoa e artista. A cidade natal é como se fosse um íman que a atrai para o seu âmago. Por mais que adore viajar, quando regressa a casa, leia-se Porto, é o momento em que encontra a verdadeira felicidade. Em tempos disse que pintar é como respirar. Ora, se vive respirando os ares da cidade, quer dizer que pinta à Porto? Pode não ser evidente, mas que é intrínseco é.



publicado por Paulo Moreira Lopes às 22:58
Quarta-feira, 26 de Agosto de 2015

Domingos da Mota

DOMINGOS da Mota, concebido perto do Tâmega, nasceu nas margens do Vouga, mas as circunstâncias da vida arrastaram-no até às extremidades marinhas do Douro. De lá até cá (uma vida entre margens), andarilhou por muitos caminhos, atravessou pontes, fronteiras, países e alguns mares, chegando a viver ao rés do nada. Quando o murmúrio dos dias foi ensurdecedor, refugiou-se numa cascata de silêncio. Para resistir ao frio, foi sobre o fogo maduro que estendeu as mãos. E se teve momentos mais vazios (todos os temos), preencheu-os com o brilho do oiro da noite. Hoje, na espessura do tempo, vê e preocupa-se com a fauna de morcegos & olhimancos que lhe vão moendo a paciência.



publicado por Paulo Moreira Lopes às 21:01
Domingo, 16 de Agosto de 2015

Domingos LoureirosO TRABALHO artístico e a investigação de Domingos Loureiro estão diretamente relacionados com a paisagem. É por isso natural, mas não essencial, como faz questão de salientar, que as paisagens do concelho de Valongo, onde nasceu e reside atualmente, em especial a Serra de Santa Justa e o vale do rio Ferreira, se reflitam na sua obra. Se bem que, às vezes, não consiga esclarecer se aquilo que vê corresponde ao que efetivamente existe (serão recordações?). O que não é de admirar para quem cresceu e vive num vale frequentemente coberto por nevoeiro.



publicado por Paulo Moreira Lopes às 23:12
Quarta-feira, 24 de Junho de 2015

Carlos Mensil

PARA Carlos Mensil o princípio chegou dentro de uma caixa de lápis-de-cor. Depois foi só espalhar cor pela casa dos pais (seria vandalismo?). Não queria mais nada: era vê-lo então satisfeito com as suas desconstruções. Tudo começou em Santo Tirso, onde nasceu e reside. Entretanto veio estudar para a faculdade de Belas Artes do Porto e aqui instalou ateliê. Foi nesta última cidade que as relações com a criatividade se tornaram mais densas, alimentando agora toda a sua produção, sem fazer esquecer as amizades que cedo desenvolveu e que ainda perduram.



publicado por Paulo Moreira Lopes às 09:16
Sábado, 23 de Maio de 2015

Gustavo CaronaGustava Carona começou (diz que foi acidente) por levantar voo no Canadá, a seguir aterrou em Pedras Rubras. Por cá tornou-se médico e logo que pôde voltou a levantar voo, desta vez rumo a mundos bem longínquos e perigosos: Moçambique, Congo, Paquistão, Afeganistão e Síria. Mas não foi em passeio. Foi para salvar vidas, em zonas em que mais ninguém sabe fazer o que ele faz, e ver esse reconhecimento genuíno em pessoas que nasceram nos sítios mais complicados do planeta. Gustavo vive com um pé no Porto e outro no mundo.



publicado por Paulo Moreira Lopes às 19:46
Domingo, 03 de Maio de 2015

Inês LourençoInês Lourenço é natural de Santo Ildefonso, onde hoje reside. Como se sabe, este é um lugar atravessado pelo Paraíso. Quem sabe se por causa dessa virtude seja muito frequente cruzarmo-nos com Camões ou Antero. Como é ainda do conhecimento geral, ali há Bonjardim e muita Regeneração de ideias. Isto sem esquecer a Dona Laura, senhora distinta, e sua criada Rosa, rapariga lesta. Para não falar da Maria Tobias, uma gata preta e branca: na parte branca, Tobias, e Maria, na preta. Na terra de Inês há coisas sem o engodo de crescer em direção à morte.



publicado por Paulo Moreira Lopes às 08:04
Domingo, 15 de Março de 2015

André SantosAndré Santos é natural de Valongo, tendo feito o seu percurso académico entre aquela cidade, o Porto e Matosinhos. Frequentou a Árvore e a ESAD, seguindo o fator determinante das suas escolhas: as suas origens, onde se inclui a família, que sempre esteve, directa ou indiretamente, ligada ao desenho (sinónimo de design). Gosta ainda de partilhar emoções no teatro, colaborando neste momento com os Cabeças no Ar e Pés na Terra. Resta ainda acrescentar que o André tenta deixar, em cada projeto seu, uma dose de razão para duas de coração.



publicado por Paulo Moreira Lopes às 22:03
São factos do quotidiano, aparentemente sem qualquer importância, aos quais o autor dá a relevância do absoluto, do todo. É a sua obra-prima, sem prejuízo de outro entendimento.
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