Quarta-feira, 04 de Setembro de 2013

A rapariga contava-nos que durante as jornadas houve momentos em que fazia silêncio.

 

Eu sempre pensei que o silêncio acontecia por força da omissão dos homens, ou seja, seria um resultado, deixava-se de falar (estava-se calado), logo existia o silêncio.

 

Sei agora que os homens também têm o dom de fazer silêncio.

 

Além de fazerem anos[1], também fazem silêncio.

 

Penalva de Baixo, Ancede (Baião), 1 de setembro de 2013.



[1] Augusto Baptista questiona de modo assertivo: Fazemos anos ou os anos é que nos fazem?



publicado por Paulo Moreira Lopes às 23:17

 

Não é um dicionário, nem um glossário ou um breviário. Também não é um elucidário, muito menos um prontuário. É um sítio onde se guardam palavras, frases e versos, ditos e escritos por quem vive neste lugar que vai desde a praia de Sophia até à Pala, passa por Frende, Espinheiro, Codeçais, Bougado e termina A Ver-o-Mar na Estela.


Online desde o dia 1 de setembro.



publicado por Paulo Moreira Lopes às 21:59
São factos do quotidiano, aparentemente sem qualquer importância, aos quais o autor dá a relevância do absoluto, do todo. É a sua obra-prima, sem prejuízo de outro entendimento.
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