Fisionomia
Toda a fisionomia do desconhecido ressumava optimismo e conciliação.
Miguel Torga, in Vindima, 5.ª edição, página 28.
Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]
Toda a fisionomia do desconhecido ressumava optimismo e conciliação.
Miguel Torga, in Vindima, 5.ª edição, página 28.
- Há lugares? – perguntou, com um sorriso nos olhos.
Miguel Torga, in Vindima, 5.ª edição, página 28.
A rapariga, fútil, só servia para lhe sangrar a carteira.
Miguel Torga, in Vindima, 5.ª edição, página 27.
E rilhava-se todo por dentro, desesperado por se sentir, embora sem dar o braço a torcer, irremediavelmente condenado a um parentesco de que não conseguia, a maior parte das vezes, nem sequer disfarçar as aparências.
Miguel Torga, in Vindima, 5.ª edição, página 27.
O mal é que o triunfo não apagava as marcas de origem.
Miguel Torga, in Vindima, 5.ª edição, página 27.
E o palavrão, crua e dolorosamente, escorraçava-a do mundo.
Miguel Torga, in Vindima, 5.ª edição, página 26.
Ao ler o texto logo ali me apercebi que a palavra despenseira e despensa haviam sido rasuradas. A correção é demasiado evidente. A nova letra “e” que substituiu o “i” está mais clara (branco) e a tinta que cobre a pinta do “i” destaca-se da cor do fundo.
Aquela era a prova de um erro ortográfico.
Por deformação profissional (falta e vícios da vontade, artigos 240.º e segs do CC), quis saber quem teria sido o seu autor: quem forneceu o texto (declarante) ou quem o imprimiu (declaratário).
A explicação foi muito simples: o texto foi ditado. Portanto, quem ditou, presume-se que saberia escrever a palavra corretamente, pronunciou livremente a palavra e quem a ouviu escreveu-a como lhe soou: dispensa[1].
Em conclusão, o erro foi do declaratário.
Avenida Marnoco e Sousa, Coimbra, 16 de abril de 2014.
A sua graça é Jorge Pópulo. Nascido na freguesia de Massarelos, foi-se instruindo em vários estabelecimentos de ensino sitos no burgo à beira Foz debruçado. Paralelamente ao mundo urbano que o rodeia no dia-a-dia – hoje vive em Rio Tinto -, assume com orgulho a sua génese transmontana. Quem sabe se foram as saudades daquele reino maravilhoso (o qual não pode renegar), fermentadas com a História em que se licenciou, que o inspiraram a contar-nos as aventuras de Rubínia. Para saber mais, nada melhor do que o seguir. →
JÁ em plena Primavera, até aqui tristonha e fria, pedimos a Domingos da Mota que nos ajudasse a aliviar as maleitas que por cá se propagam sem fim à vista, o que fez de modo direto e frontal. Para iludir a medicação (para os mais sugestionáveis), o artista plástico Carlos Mensil desenhou-nos (e também rasgou) a capa e uns animais a condizer com a composição dos comprimidos. Vão ver que não dói nada! O titular da Autorização de Introdução no Mercado e Fabricante d’A BULA é o Correio do Porto e foi aprovada pela última vez no dia 31 de março de 2014.
Para fazer download basta clicar na imagem.
Ver criação d’ A BULA aqui.
A minha mãe dizia: vai num pé e volta no outro. Eu lançava-me pela rua abaixo com uma bolina que até andava de lado nas curvas. Podia cortar a direito, mas preferia contornar a estrada e desafiar a gravidade. Nunca me espalhei, nem nunca me perdi em conversas com os amigos. Num curto espaço de tempo chegava ao Escoiral (era um curto tempo de espaço, visto hoje), entrava na loja e esperava pela minha vez. Ficava a descansar. Com o balcão pelos olhos, fazia o pedido e depois agarrava no embrulho e saía disparado. A minha mãe exclamava: chegaste rápido! bem sabendo que eu nunca tinha saído da beira dela.