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Histórias mal contadas

São factos do quotidiano, aparentemente sem qualquer importância, aos quais o autor dá a relevância do absoluto, do todo. É a sua obra-prima, sem prejuízo de outro entendimento.

Histórias mal contadas

São factos do quotidiano, aparentemente sem qualquer importância, aos quais o autor dá a relevância do absoluto, do todo. É a sua obra-prima, sem prejuízo de outro entendimento.

10.Jul.14

A BULA de Julho de 2014

 

O Verão chegou indeciso, mas ainda a tempo de nos poder causar alguns calafrios. Temos de usar todas as cautelas. Por isso, nada melhor do que seguir a prescrição proposta por Jorge de Sousa Braga. São oito comprimidos pensados à base de agapantos, nabos, trombetas de anjos, glicínias, narcisos, corriolas, escalrachos, beringelas, tomates, pepinos e, claro, ervas daninhas (não confundir com poesia). A ilustração é de Anabela Dias. O titular da Autorização de Introdução no Mercado e Fabricante d’A BULA é o Correio do Porto e foi aprovada pela última vez no dia 30 de junho de 2014.

 

Para fazer download basta clicar na imagem.

 

Ver criação d’ A BULA  aqui.

07.Jul.14

PALAVRAS VIVAS V

 

MEMÓRIA descritiva: TRANSPARENTE: depois de escrita a palavra ela fica de cor cinzenta igual ao fundo; ÓCULOS: o U+L+S saem e ficam só O+C+O, sendo que o C roda 90º, formando a imagem dos óculos; POSTE: o P+O+S+E saem de cena, ficando só o T que vai crescendo; VERSO: passa a ser escrito ao contrário e a ler-se da direita para a esquerda; VIA: saem o V+A e fica só o I que se replica na vertical a corresponder ao tracejado de uma estrada.

05.Jul.14

Constança Araújo Amador

Quem é a pessoa, quem ela é, que já morou na freguesia de Ramalde, na Praia da Granja e que hoje reside no Bonfim, que no Verão está habituada a caminhar sob a sombra dos plátanos e no Outono sobre restos de sol ressequido, que adora o reportório vocal dos melros, que todos os dias, faça chuva faça sol (também é perseverante), percorre a pé o Porto e o surpreende a despertar, que se sente influenciada, na vida e no trabalho, pela cidade e que, por último, mas não menos importante, ama as Belas Artes? 

01.Jul.14

Assexualidade

A investigadora do CES (Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra) Ana Cristina Santos não dúvida: "Sempre existiu a assexualidade. Mas hoje temos um conceito, um nome para pôr às coisas. Isso reveste esta identidade de renovada legitimidade, porque assegura a cada pessoa que não é caso único, que há redes, comunidades, blogs, trabalhos académicos, etc. Encontrar uma categoria que finalmente traduz aquilo que as pessoas já sentiam sem terem ferramentas discursivas para o expressar pode ser muito libertador."

 

Publicado in JN do dia 29-06-2014, página 6.

 

 

01.Jul.14

Guarda-corpos

 
O Técnico, ouvido em tribunal, considerou que “o conceito de guarda-corpos perder-se-ia” se a sua altura fosse aumentada desmesuradamente. “Passaríamos de um guarda-corpos para uma parede”, disse.

 

Respondeu segundo a linguagem técnica. Guarda-corpos são aqueles que se encontram implantados na ponte (do Infante, no caso em juízo) e não outros. Se forem outros, já não se chamarão guarda-corpos, mas uma parede, por exemplo.

 

Será assim?

 

Se o guarda-corpos, obedecendo às condições técnicas atualmente em vigor (norma), afinal, não é suficientemente eficaz (incluindo a função inibidora nos casos de suicídio) para guardar corpos, o significante (forma ou palavra) não corresponde ao significado (conteúdo ou conceito) então, das duas uma:

  • ou se acaba com a palavra (significante) de guarda-corpos e atribui-se outro nome (por exemplo: grade) às atuais estruturas que delimitam as pontes;
  • ou alteram-se as condições técnicas do objeto (grade) de modo a cumprir uma das funções primordiais daquele, e que consiste em guardar corpos, passando a haver um mínimo de correspondência entre o significante (palavra) e o significado (conteúdo da palavra).

Portanto, se para guardar corpos numa ponte, eficazmente, for necessário aumentar a altura das grades (como se fosse uma parede, na versão do Técnico), estas novas grades, agora mais altas, serão os verdadeiros guarda-corpos (significante = significado) e não os falsos (significante ≠ significado) como hoje existem.

 

A ser assim (aumento das grades), o conceito (ajustado à realidade) não se perderia, encontrar-se-ia, sim, com o significante.

 

§

 

Rede anti-suicídio para mudar história da ponte Golden Gate

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