Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Histórias mal contadas

São factos do quotidiano, aparentemente sem qualquer importância, aos quais o autor dá a relevância do absoluto, do todo. É a sua obra-prima, sem prejuízo de outro entendimento.

Histórias mal contadas

São factos do quotidiano, aparentemente sem qualquer importância, aos quais o autor dá a relevância do absoluto, do todo. É a sua obra-prima, sem prejuízo de outro entendimento.

08.Dez.14

Fronteira por PML

Em Fronteira a população vivia do contrabando com a vizinha Espanha, o que era proibido e perseguido pelas autoridades. Um dia chegou um guarda novo, muito zeloso do seu ofício e que se apaixonou por uma contrabandista. Começaram a namorar, mas ele dizia que se a apanhasse no contrabando não lhe perdoaria. Na noite da véspera de Natal, o guarda deteve-a porque pensava que ela vinha prenha de mercadorias. Afinal ela estava grávida dele. Então ele deixou de ser guarda e tornou-se contrabandista.

 

Sinopse do conto de Miguel Torga Fronteira, publicado in Novos Contos da Montanha, 10.ª edição de autor, Coimbra 1981, páginas 25 a 36.

 

Vila Nova de Gaia, 8 de dezembro de 2014.

08.Dez.14

Sete perguntas a Maria Mónica

Maria MónicaA Maria, que também é Mónica, não é de cá, é de Vera Cruz, Aveiro, mas fala como se tivesse sido sempre daqui. Aliás, da linguagem e da nossa forma de estar não se livra. Veio estudar para o micro-universo das Belas Artes e deu no que deu. Hoje é uma rapariga que toca vários talentos, que vão desde a ilustração, o design, as artes gráficas, o vídeo, o stop motion, o baixo elétrico e outros instrumentos. E se encontrar alguém com quem os possa partilhar, então a colaboração não se faz esperar, com ou sem improviso. Dir-se-ia que pegou de estaca.

07.Dez.14

O Alma-Grande por PML

Numa comunidade de judeus era tradição abreviar o sofrimento dos moribundos abafando-os. Quem tinha a função de abafador era o Alma-Grande. Um dia foi surpreendido em flagrante pelo filho de um doente que tinha muita vontade de viver. Perante a testemunha desistiu de o abafar. O doente recuperou e logo que pôde esganou-o. Foi um alívio para os três: o Alma-Grande deixou de ter medo do doente, este vingou-se e o filho compreendeu: cá se fazem cá se pagam.

 

Sinopse do conto de Miguel Torga O Alma-Grande, publicado in Novos Contos da Montanha, 10.ª edição de autor, Coimbra 1981, páginas 15 a 24.

 

Confrontar aqui uma interpretação sobre a função do abafador.

 

Vila Nova de Gaia, 7 de dezembro de 2014.

 

 

Pág. 3/3