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Histórias mal contadas

São factos do quotidiano, aparentemente sem qualquer importância, aos quais o autor dá a relevância do absoluto, do todo. É a sua obra-prima, sem prejuízo de outro entendimento.

Histórias mal contadas

São factos do quotidiano, aparentemente sem qualquer importância, aos quais o autor dá a relevância do absoluto, do todo. É a sua obra-prima, sem prejuízo de outro entendimento.

09.Mai.15

A BULA de Maio

A BULA de MAIO 2015

 

Em maio fazemos nossas as palavras de Pedro Amaral (a título de empréstimo): O nosso corpo é como uma ampulheta. Temos de fazer o pino de vez em quando para que as ideias acumuladas nos pés regressem à cabeça (fim de citação). Para acautelar eventuais danos com a subida das ideias (boas e más), aliás, muito frequente em mudanças de mês, aquele mesmo autor sugere-nos a toma de sete comprimidos literários. A ilustração é de Miguel Moreira. O titular da Autorização de Introdução no Mercado e Fabricante d’A BULA é o Correio do Porto e foi aprovada pela última vez no dia 30 de abril de 2015.

 

Para fazer download basta clicar na imagem.

 

Ver criação d’ A BULA  aqui.

03.Mai.15

PALAVRAS VIVAS XII

 

MEMÓRIA descritiva: DEUS: saem o D e o S; ADÃO: saem as letras todas exceto o til que se replica; EVA: sai o E e o A; SERPENTE: saem todas as letras com exceção do S que roda 90º no sentido dos ponteiros do relógio e se vai repetindo até sair da caixa; MAÇÃ: apagam-se o MA e A, ficando somente o C, a cedilha e o til, sendo que estas últimas se irão colocar sobre o C.

03.Mai.15

Sete perguntas a Inês Lourenço

Inês LourençoInês Lourenço é natural de Santo Ildefonso, onde hoje reside. Como se sabe, este é um lugar atravessado pelo Paraíso. Quem sabe se por causa dessa virtude seja muito frequente cruzarmo-nos com Camões ou Antero. Como é ainda do conhecimento geral, ali há Bonjardim e muita Regeneração de ideias. Isto sem esquecer a Dona Laura, senhora distinta, e sua criada Rosa, rapariga lesta. Para não falar da Maria Tobias, uma gata preta e branca: na parte branca, Tobias, e Maria, na preta. Na terra de Inês há coisas sem o engodo de crescer em direção à morte.

01.Mai.15

A caçada por PML

O Marta não perdoava ao Felismino por este o ter enfrentado na feira da Vila. Para se desforrar, um dia convidou-o para uma caçada, o que aquele aceitou muito contrariado. Durante a caçada iam-se vigiando mutuamente. Uma vez, o Marta ainda o tentou atingir com um tiro, só que o Felismino agachou-se a tempo. O Marta desculpou-se dizendo que tinha sido sem querer. O Felismino continuou à cautela e surpreendeu-o com um gesto equívoco, mas o Marta disfarçou-o de modo comprometido. No final despediram-se com poucas palavras. Já distantes um do outro, e continuando o Felismino de costas para o Marta, este pára e diz-lhe: E ouça: o que lá vai, lá vai…

 

Sinopse do conto de Miguel Torga A caçada, publicado in Novos Contos da Montanha, 10.ª edição de autor, Coimbra 1981, páginas 213 a 223.

 

Vila Nova de Gaia, 21 de dezembro de 2014, revisto em 1 de maio de 2015.

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