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Histórias mal contadas

São factos do quotidiano, aparentemente sem qualquer importância, aos quais o autor dá a relevância do absoluto, do todo. É a sua obra-prima, sem prejuízo de outro entendimento.

Histórias mal contadas

São factos do quotidiano, aparentemente sem qualquer importância, aos quais o autor dá a relevância do absoluto, do todo. É a sua obra-prima, sem prejuízo de outro entendimento.

14.Jul.13

No princípio era a coisa

 

A senhora falava de modo a ser audível do sítio onde me encontrava, pelo que o diálogo se tornou público (as falas dela, claro).


Explicou que uma máquina caterpiler (quis dizer caterpillar, mas pronunciou caterpiler) tinha limpo o terreno. Acrescentou, de modo explícito e natural, que a máquina tinha estado a catrapilar. Eu juro que ouvi. Aliás, para não me esquecer, logo escrevi num papel.


Em linguagem técnica, o que a senhora quis dizer foi que uma máquina retroescavadora tinha limpo ou ripado o terreno.


De imediato, veio-me à memória uma controvérsia com um amigo sobre o termo chavear. Segundo ele, a palavra existia e seria sinónimo de fechar à chave. Não queria acreditar. Custava-me a crer que da coisa (chave) nascesse o verbo. Pesquisei na net e descobri que no Brasil o termo é usado.


Lembrei-me, ainda, que no final do ano passado a imprensa desportiva noticiou que os dicionários suecos, a partir de 2013, iriam inserir o verbo Zlatanear, inspirado na personalidade de Zlatan Ibrahimovic.


Conclui, em tempo, (é a minha tendência para a generalização/sistematização dos pensamentos) que, afinal, no princípio era a coisa (nome) e não o verbo.

 

Esgueira (Aveiro), 5 de julho de 2013.

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