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Histórias mal contadas

São factos do quotidiano, aparentemente sem qualquer importância, aos quais o autor dá a relevância do absoluto, do todo. É a sua obra-prima, sem prejuízo de outro entendimento.

Histórias mal contadas

São factos do quotidiano, aparentemente sem qualquer importância, aos quais o autor dá a relevância do absoluto, do todo. É a sua obra-prima, sem prejuízo de outro entendimento.

28.Nov.13

O saco

 

O vizinho do primeiro andar caiu-nos do céu. É um homem muito simpático e muito nosso amigo. Sempre que alguma coisa lhe cai no terraço, é certo e sabido, que a guarda e depois coloca-a num saco que a seguir deixa pendurado no puxador da porta do rés do chão para nós a reavermos. São meias, camisolas, brinquedos e outros objetos indefinidos. Há dias em que são como tordos. Mas como nem sempre lá caiem coisas, o nosso vizinho, para não cair no esquecimento, deixa objetos pessoais no saco. Nós, como não queremos que o gesto caia em saco roto, levamo-los para casa e deixamo-los cair no terraço.

 

Vila Nova de Gaia, 27 de novembro de 2013.

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