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Histórias mal contadas

São factos do quotidiano, aparentemente sem qualquer importância, aos quais o autor dá a relevância do absoluto, do todo. É a sua obra-prima, sem prejuízo de outro entendimento.

Histórias mal contadas

São factos do quotidiano, aparentemente sem qualquer importância, aos quais o autor dá a relevância do absoluto, do todo. É a sua obra-prima, sem prejuízo de outro entendimento.

21.Set.14

Castro de Arados - Benviver

 

Caminhada do Equinócio de Outono, Alpendorada e Ariz (Marco de Canaveses), 21 de setembro de 2014.

 

NOTAS DA VIAGEM:

  1. Depois de um longo percurso pela EN 108 (para quem vem do centro de Vila Nova de Gaia) e após sucessivas curvas e contracurvas emparedadas por árvores ou taludes ingremes (às vezes parece um túnel), ao entrar na vila de Alpendorada e Matos somos confrontados com uma estrada desafogada. Até ali fazemos a viagem concentrados na plataforma da estrada, já que a seguir a uma curva outra se lhe seguiria (nem dava tempo para levantar a cabeça e apreciar o que nos rodeava). Ao chegar à vila sentimo-nos aliviados. Aqui as retas são mais longas e as margens, nuns casos com paralelepípedos entre a plataforma da estrada e os muros de vedação, e noutros com passeio e muros de vedação baixos (soco encimado por grade), transmitem ao passageiro uma sensação agradável, de conforto e segurança. Será que esta sensação afeta o passageiro de um modo mais evidente por comparação com o trajeto que anteriormente já se fizera (curvas e contracurvas entre margens sufocantes), ou será que o conforto e segurança da via é imanente ao próprio lugar influenciando o utilizador independentemente da experiência vivida por aquele?
  2. No centro de uma rotunda implantada na EN 108 (acesso à A 41 CREP) existe um pórtico com publicidade institucional (C. M. de Gondomar) e privada. São sinais dos tempos (será precário?) ou o espírito do lugar(será definitivo?)?